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O Queer está de volta a Lisboa!

O Queer Lisboa – Festival Internacional de Cinema Queer está de volta à capital, entre os dias 14 e 22 de setembro, no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa.

A 22ª edição do festival destaca-se como uma das mais comprometidas socialmente, politicamente e culturalmente, da sua história. É sob o compromisso de procurar novos conceitos e expressões da cultura queer, que este ano o festival assume as problemáticas associadas ao VIH/SIDA como um dos temas centrais da sua programação, dando a conhecer o importante cinema que respondeu à epidemia nas suas origens – através do ciclo “O vírus-cinema: cinema queer e VIH/SIDA”.

Frank's CockFrank’s Cock



Serão 32 países presentes, sendo os Estados Unidos da América o país mais representado, com 27 filmes. O Brasil estará presente com 15 filmes, a França com 14 e o Reino Unido com 10 filmes, enquanto Portugal apresentará um total de 8 filmes.

Migrações, drogas, diferentes expressões religiosas, transgéneros e as novas realidades virtuais são alguns dos temas que dominam as competições do Queer Lisboa 22, a par dos já clássicos temas sobre a descoberta da sexualidade, do feminismo ou das revisitações de figuras e acontecimentos históricos da cultura queer.

Na Competição de Longas-Metragens, que tem como jurados a atriz Leonor Silveira, o ensaísta francês Didier Roth-Bettoni e o autor e comediante Hugo van der Ding, serão oito os filmes apresentados: And Breathe Normally (de Ísold Uggadóttir), Azougue Nazaré (de Tiago Melo), Blue My Mind (de Lisa Brühlmann), Los Días Más Oscuros de Nosotras (de Astrid Rondero), Girl (de Lukas Dhont), Marilyn (de Martín Rodríguez Redondo), Sauvage (de Camille Vidal-Naquet) e Tinta Bruta (da dupla brasileira Filipe Matzembacher e Marcio Reolon).

And Breathe NormallyAnd Breathe Normally



O Queer Pop apresenta, na sua primeira sessão, um programa dedicado a Janelle Monáe e a segunda sessão será dedicada à Eurovisão, um festival que, nascido em 1956, tem hoje uma história que entre canções, gentes e factos, traduz – de certa forma – a evolução política, social e musical da Europa.

Nas Hard Nights destacam-se os nomes de Bruce LaBruce e Émilie Jouvet, dois realizadores já anteriormente convidados do festival, a apresentar (respetivamente) It is not the Pornographer that is Perverse, um conjunto de quatro vinhetas passadas em Madrid e protagonizadas por Colby Keller e My Body my Rules, um filme-performance que pretende dar voz e imagens a pessoas cujo corpo e/ou sexualidade são vistos como incomuns.

It is not the Pornographer...It is not the Pornographer that is Perverse



Paralelamente à exibição dos filmes, o produtor e realizador de documentários, áudio e realidade virtual, Rob Eagle, dará um Workshop com o título Vidas Queer no contar de histórias interativo. Gratuito e aberto a todos os interessados, este workshop oferece a todos uma perspetiva alargada das ferramentas à nossa disposição para contar histórias de vidas queer nos media interativos, para além do cinema tradicional.


1. Rob Eagle


As festas também não vão faltar, marcando as datas do Queer Lisboa 22. O Titanic Sur Mer recebe a Festa de Abertura no dia 14 de setembro e na noite seguinte é a vez do Estúdio Time Out receber a segunda edição do concurso Miss Drag Lisboa. No decorrer da semana haverá uma festa no bar Corvo e um Queer Rendez Vous no Tr3s, terminando com a Festa de Encerramento no Titanic Sur Mer, com uma das raves queer mais celebradas em Londres, a Homodrop.

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