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ModaLisboa Curiouser FW15, dia 2

Valentim Quaresma abre o segundo dia da ModaLisboa.

Com música ao vivo dos ((ASA)), a luminosa sala da Casa da Balança serviu de palco para CINEMATIC, uma colecção que passa pelo tema do cinema, onde cada peça é pensada individualmente em forma de estado de espírito. Manequins-guerreiros envergavam peças de latão e alumínio com detalhes de penas e alpaca, em tons de ouro, prata e preto. A figura da águia foi recorrente, sendo elemento figurativo em gargantilhas, colares e pulseiras.

 

Dawid Tomaszewski regressa com uma colecção inspirada nos seus temas recorrentes: arte contemporânea, arquitectura e música. Com especial cuidado na escolha de materiais, a qualidade da caxemira, lã e seda pura tornaram esta colecção num convite ao toque e á exploração das peças. Delicados vestidos drapeados foram cobertos por amplos e pesados exteriores, casacos bordados com aplicações douradas e luvas altas de couro acessorizavam vestidos elegantes, nesta colecção onde a matéria-prima brilhou.

 

Luís Carvalho traz-nos DRY, onde a natureza seca serviu de musa tantos nos detalhes, padrões, assim como na paleta de cores, predominando o preto, bege e várias tonalidades de verde. O contraste entre a estrutura e a fluidez foi constante, exibindo uma modelagem exímia.

 

QUIET RIOT foi a proposta de Ricardo Preto. Numa luta contra o frenesim e à acção, esta colecção apresentou peças sofisticadas com aplicações ricas em textura. Grande destaque para o uso criativo do pêlo, criando patchwork com diferentes cores e alturas em contraste com o corte geométrico da silhueta.

 

Alexandra Moura apresentou PRIMAL(U)NATION, um regresso às culturas primitivas onde o frio da Sibéria e a cultura nómada dos povos dos desertos foram inspiração. Com base na protecção, aquecimento e embelezamento, as peças foram sobrepostas em camadas em tecidos pesados. O pêlo foi o personagem principal, gradualmente tomando as peças por assalto, culminando num casaco longo de pêlo branco e azul-gelo pronto para nos proteger dos ventos Mongóis.

 

Miguel Vieira apresentou uma linha minimalista de base artesanal. A minúcia nos detalhes e o cuidado nos acabamentos são detalhes que não passam despercebidos nesta colecção luxuosa onde a matéria-prima é muito valorizada. Peças clássicas em tecidos nobres jogam com detalhes desportivos, resultando num look actual e elegante.

De salientar, também, o trabalho impecável de alfaiataria nos fatos.

 

A tecnologia aliou-se, mais uma vez, à moda em What’s Next. Alekssandar Protic, uma parceria entre o designer e a Samsung. Em tom celebrativo pelo lançamento do novo modelo Samsung Galaxy S6 e S6 edge, Protic trouxe uma colecção em tons pérola, dourado, prateado e preto, numa interpretação das obras de Georgia O’Keeffe. Transparências em tons nude conviveram com metalizados e materiais brilhantes numa dança entre o humano e a máquina.

 

Carlos Gil com ALL IN/ THE LUCKY GAME, interpretou a vida como um jogo de poker, onde a sorte calha a que arrisca.

Numa fusão de estilos, Carlos Gil, apresentou uma paleta em tons terra, branco e vermelho intenso em peças clássicas, mas sempre com detalhes arrojados, quer seja pela utilização de pêlo ou em cortes inesperados. Uma colecção para a mulher chic e audaz, que desafia a sua sorte todos os dias.

Texto: M Teresa Lucas
Fotografia: Direitos Reservados