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Exposição na Torre do Tombo assinala centenário de Vergílio Ferreira

No âmbito da comemoração do centenário de Vergílio Ferreira (1916-2016), considerado um dos mais marcantes autores de língua portuguesa de todos os tempos, o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa, e a Câmara Municipal de Gouveia promovem a exposição “Vergílio Ferreira: Espaço do (In)visível, patente de 6 de dezembro a 31 de janeiro de 2017.

A exposição – que tem como principal objetivo “tornar visível um sulco de sinais por entre o universo fascinante e fascinado da ficção vergiliana”, de acordo com uma nota publicada no site da Torre do Tombo – encontra-se organizada em quatro núcleos temáticos: I – Do Lugar e dos Documentos da Escrita; II – Da Censura; III – Das Marginalia e IV – Do Espírito do Lugar: A Aldeia Eterna. Entre os objetos expostos encontram-se manuscritos inéditos, romances e ensaios com correções e aditamentos autógrafos para futuras edições – algumas nunca concretizadas –, bem como livros proibidos ou autorizados com cortes pela censura. Os livros de alguns dos mais importantes autores da biblioteca particular de Vergílio Ferreira também aqui marcam presença.

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Vergílio Ferreira nasceu em 1916 e morreu em 1996. Estudou no Seminário do Fundão, licenciou-se em Filologia Clássica na Universidade de Coimbra e exerceu funções docentes no Ensino Secundário. É autor de livros como Vagão Jota (1946), Mudança (1949), Manhã Submersa (1954) e Aparição (1959), em que são abordados temas como a morte, o mistério, o amor, o vazio e a arte. A sua prosa é considerada uma das mais inovadoras dos ficcionistas do século XX. Das suas últimas obras destacam-se ainda: Espaço do Invisível, Do Mundo Original (ensaios), Para Sempre (1983), Até ao Fim (1997) e Na tua Face (1993). Recebeu o Prémio Camões em 1992.

Texto: Magnética Magazine
Imagens: Direitos Reservados