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Viajando para Eden com Ana Miró

Depois de “Penelope”, a cantora Ana Miró, conhecida no mundo musical como Sequin, volta a fazer uma viagem musical, desta vez ao passado, até ao o Jardim do Eden. O novo EP é composto por melodias doces e delicadas, que nos transportam para um local simples, inocente e despido de artifícios, tal como no jardim onde supostamente tudo começou.
As novas músicas foram lançadas recentemente num EP que se faz acompanhar de uma peça de joalharia criada por Medula, a marca de Francisco Perdigão.
Falámos com Sequin para conhecer melhor as suas novas canções, bem como o significado da sua jóia, que está disponível numa edição limitada de 100 unidades.



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Ana, fala-nos um pouco sobre “Ellipse” e o que mudou nesta viagem, desde “Penelope”?

Ellipse é quase um regresso ao passado, a maior parte das músicas foram compostas ainda antes do “Penelope”. A viagem neste novo EP é bastante diferente, é algo mais melancólico e talvez, até, um pouco depressivo. As músicas não são tão formato “canção”, houve mais liberdade na parte estrutural, que foi sendo composta mais por instinto. O trabalho de produção também foi completamente diferente, desta vez eu não estive tão envolvida, o mérito é do Filipe Paes. Eu compus as músicas, mostrei-lhe as bases e ele divagou na ambiência que achava mais adequada para cada uma delas. Foi tudo “homemade”, do inicio ao fim. Uma fase de grande aprendizagem tanto para mim, como para o Filipe, que já tinha produzido o cover “Physical”, e acho que a evolução é notória.

O teu novo EP “Eden” faz-se acompanhar de uma jóia. O que te fez querer juntar a joalharia à música, desta forma?

Como se tratava de um trabalho mais pequeno, pensei na possibilidade de fazer uma coisa diferente. Em principio seria apenas uma edição em formato digital, mas depois tive a ideia maluca de criar um formato fisico fora do normal, sem ser CD ou vinyl. Como adoro joalharia pensei que poderia ser interessante juntar as duas coisas, acho muito interessante o facto de se poder usar algo, de ficar com um objecto utilizável no dia-a-dia como parte integrante de um trabalho menos palpável como a música. Fiz alguma pesquisa, e entretanto o Tiago Martins (que toca baixo ao vivo comigo) falou-me do trabalho do Francisco Perdigão.


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Medula foi a responsável pela criação das peças. Porquê esta escolha? Que ligação fazes entre a jóia e a tua música?

Quando vi as peças do Francisco (Medula) foi “amor à primeira vista”, revi as músicas no trabalho dele, e fez todo o sentido. Acho que as peças, por serem de madeira, têm todo o lado orgânico e natural que eu queria dar à imagem do Eden, e a nossa relação foi também ela muito natural, tudo se encaixou e houve muita vontade de trabalharmos juntos. Acho que é a combinação perfeita. A jóia é o materializar das ideias expostas em cada música, é quase como que um amuleto que emana a essência da minha música e que quero partilhar com as pessoas.





Sequin - EDEN


Entrevista: Ana Suzel
Fotografia: Direitos reservados