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Tinta-da-China edita em março “coleção antiprincesas”

“As antiprincesas não são do contra só porque sim: não se resignam, e lutam por fazer valer aquilo em que pensam. Como não usam tiaras, podem virar tudo de pernas para o ar e arriscar o que bem lhes apetece, como por exemplo, mudar o mundo”, lê-se na contracapa dos primeiros quatro títulos da coleção argentina “antiprincesas”, criada pela editora Chirimbote e agora traduzida e editada em Portugal pela Tinta-da-China. O lançamento está marcado para dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, numa sessão no Capitólio, em Lisboa, que incluirá um debate e a exibição de uma curta-metragem sobre Violeta Parra, uma das antiprincesas desta coleção.

Com textos da escritora Nadia Fink e desenhos do ilustrador Pitu Saá, estes livros “para meninas e meninos” incidem sobre a vida e a obra de pessoas que “não se resignam e lutam para fazer valer aquilo que pensam”: Frida Kahlo, que “pintou as tristezas e as alegrias da sua vida com cores alegres”, Violeta Parra, que “viajou pelos lugares mais remotos do Chile para recolher e salvar do esquecimento as canções tradicionais”, a escritora brasileira Clarice Lispector, que foi “antiprincesa e anti-escritora, como ela própria gostava de dizer”, e Juana Azurduy, heroína da independência da Bolívia. A coleção é editada em parceria com a EGEAC, empresa municipal de gestão de equipamentos culturais de Lisboa, no âmbito do programa Lisboa por Dentro, que visa estimular a descoberta da cidade através de diversas propostas artísticas, com a preocupação de fomentar o debate e o pensamento.

Os livros combinam ilustração, fotografias e textos curtos. Nas últimas páginas, são propostas atividades e jogos para os leitores em torno de cada uma das biografadas.

Texto: Magnética Magazine
Fotografia: Direitos Reservados