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SBSR: Um tudo aqui tão perto

De 13 a 15 de Julho no Parque das Nações, em Lisboa, as trilhas sonoras oscilarão entre o saudosismo pré-estipulado e um presente supersónico de novidade. O SBSR há muito que condensa um eclectismo palpável e a tendência intensifica-se a cada nova edição. Tudo certo quando somos levados ao privilégio de, no mesmo altar, podermos bater o pé com Red Hot Chili Peppers e afiançar umas linhas bubble gum do trap de Future.

Dir-se-ia, portanto, que o ADN recente está intacto – no geral – mas há tradições a manter. Porque este é um festival de públicos divididos e um dos últimos bastiões de resistência (a Sul, pelo menos) do público mais feroz adepto às ditas “bandas de rock”. A discussão arrasta-se há anos e não tem sido fácil equilibrar a balança.

O peso sensorial da palavra que descreve a música – o dito “rock” – carrega por si só um estatuto que leva os fãs mais crentes à sinalética de emergência quando rappers, ou similares, aparecem em cena. Mas é por isso que o SBSR é uma mescla tão bem plantada no circuito festivaleiro.

Nesta edição, a 23ª, triunfará o funk dos Tuxedo e a beleza anacrónica de James Vincent McMorrow. A força dos Deftones e a doçura de Seu Jorge co-habitarão no mesmo patamar de London Grammar e Fatboy Slim. Privilégio, como dito anteriormente, será a palavra certa para descrever tudo isto. E tudo isto acontece numa linha irrepreensível que já levou a palco alguns dos maiores nomes dessa religião tão unificadora que é a música.

Mais informação sobre a bilheteira, aqui.

Texto: Tiago Neto
Fotografia: SBSR