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Que comece o Queer Lisboa 21!

Arranca hoje mais uma edição do Queer Lisboa, que decorre até ao dia 23 de setembro no Cinema São Jorge e com atividades paralelas no MNAC – Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado.
O Queer Lisboa entra na sua terceira década de existência com a exibição de 90 filmes de 32 países, uma retrospetiva dedicada à artista multimédia Shu Lea Cheang e a aguardada estreia do filme God’s Own Country do britânico Francis Lee.

É na Competição de Longas-Metragens que está, entre os restantes, Yann Gonzales, realizador francês que vem também apresentar a sua curta-metragem Les Îles. A Magnética Magazine teve a oportunidade de falar com o realizador sobre as suas expectativas para o festival e saber um pouco mais sobre o trabalho que está a fazer atualmente. Leiam a entrevista e acompanhem diariamente o Facebook da Magnética Magazine, com novidades sobre a programação.


Yann Gonzalez (c)EleonoreHermier


Yann, como surgiu a oportunidade de fazer parte do Júri da Competição de Longas-Metragens?
Tive o privilégio de apresentar a minha primeira longa-metragem, You and the Night, em 2013, e adorei as vibrações e o espírito do festival. Então, quando a organização me convidou para fazer parte do júri este ano, fiquei muito entusiasmado!

O que acha da programação da edição de 2017? Existe alguma longa-metragem que lhe suscite mais curiosidade ou interesse?
Eu prometi não revelar nada sobre os filmes em competição, mas estou bastante curioso sobre a retrospetiva de Shu Lea Cheang. Os seus filmes parecem empurrar os limites entre a videoarte e o cinema, ao mesmo tempo que abordam temas como género e identidade através de uma estética desafiadora. Espero ter algum tempo livre para poder ver algumas das suas exibições!

O que acha de eventos como o Queer?
Vivemos numa era em que estamos cercados por escuridão, guerras, desigualdades, desastres e catástrofes de todos os tipos. Mas eventos como o Queer me deixam esperançoso sobre o nosso futuro. Este é um modo de vida político, um símbolo de liberdade e alegria, que mostra ao mundo o poder emocionante de sermos nós mesmos, combatendo a norma opressiva. É uma alternativa utópica – embora real – às abominações da nossa sociedade capitalista.

Sabemos que vem também apresentar a curta-metragem Les Îles, que venceu a Queer Palm no festival de Cannes este ano. Fale-nos sobre esta curta.
Filmei esta curta-metragem o ano passado, enquanto tratava do financiamento do meu próximo projeto. Esta curta é um safari “estranho” onde o amor e o desejo viajam de um personagem para o outro, de forma sonhadora, melancólica e musical.

Está a trabalhar nalgum projeto atualmente? Pode falar-nos sobre ele?
Atualmente estou a trabalhar na edição da minha segunda longa-metragem, Knife + Heart, um thriller sobre uma produtora de pornografia gay dos anos 70 que é perseguida por um serial killer. Para mim, é uma mistura estranha de horror e drama romântico.

Entrevista: Ana Suzel
Fotografia: Direitos Reservados