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Quatro exposições para antecipar o MAAT

O Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, da Fundação EDP, terá um edifício projetado pelo estúdio Amanda Levete Architects, que abrirá ao público no dia 5 de outubro. Como se lê no site oficial, “O MAAT traduz a ambição de apresentar exposições nacionais e internacionais com o contributo de artistas, arquitetos e pensadores contemporâneos. Refletindo sobre grandes temas e tendências atuais, a programação apresentará ainda diversos olhares curatoriais sobre a Coleção de Arte da Fundação EDP.”

MAAT

Antes de o novo edifício estar pronto, contudo, o MAAT já tomou conta da Central Tejo, onde funciona o Museu da Eletricidade. Foi aqui, no passado dia 30 de junho, que inauguraram simultaneamente quatro exposições, marcando o lançamento deste novo museu da cidade de Lisboa: “Lightopia”, projeto comissariado pelo Vitra Design Museum, em parceria com a Fundação EDP, com curadoria de Jolanthe Kugler, estará patente até dia 11 de setembro; “Artist’s Film International 2016”, com curadoria de Inês Grosso, pode ser vista até 16 de outubro; “Segunda Natureza”, com curadoria de Luísa Especial e Pedro Gadanho, estará no MAAT até 16 de outubro; e “Silóquios e Solilóquios sobre a morte, a vida e outros interlúdios”, de Edgar Martins, e com curadoria de Sérgio Mah, pode ser visitada até 16 de outubro.

O dia da inauguração levou uma multidão à Central Tejo, entre muitos convidados de honra e muitos artistas presentes. A Magnética esteve lá e traz-vos algumas imagens das quatro exposições inaugurais do MAAT.

LIGHTOPIA

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Esta exposição é dedicada à luz elétrica e à mudança radical que esta provocou nas nossas vidas. Com mais de 300 obras, divididas em quatro salas, inclui peças do Vitra Design Museum (em Weil am Rhein, na Alemanha), de designers como Wilhelm Wagenfeld, Achille Castiglioni, Gino Sarfatti ou Ingo Maurer, bem como obras de artistas contemporâneos como Olafur Eliasson, Troika, Chris Fraser, Daan Roosegaarde ou Joris Laarman.

ARTIST’S FILM INTERNATIONAL 2016

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O Artist’s Film International é um programa que se dedica à mostra de vídeos, filmes e animações realizadas por artistas de todo o mundo. O programa começou em 2008, pela mão da Whitechapel Gallery (Londres), mas é hoje uma parceria global de que fazem parte 16 instituições, das quais o MAAT é a mais recente. Presentes no MAAT estão obras de Eva & Franco Mattes, Igor Bošnjak, Igor Jesus, Karin Sander, Mateusz Sadowski, Rachel Maclean, Rohini Devasher, Institute for New Feeling e Tor Jørgen van Eijk, com trabalhos que exploram a relação entre arte e tecnologia.

SEGUNDA NATUREZA

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A exposição coletiva Segunda Natureza é o início de uma série de olhares que o MAAT lançará sobre a coleção da Fundação EDP. Ao todo, estão representados 26 artistas e cerca de 50 obras, desde os anos 1970 até ao presente. O tema aglutinador desta mostra, como se lê na página oficial, “foi equacionado à luz dos debates atuais em torno do Antropoceno e das discussões sobre o impacto da ação humana sobre o ambiente.” Os artistas presentes são: Gabriela Albergaria, Vasco Araújo, Manuel Baptista, Michael Biberstein, Fernando Calhau, Alberto Carneiro, Paulo Catrica, Alexandre Conefrey, Luísa Correia Pereira, Cruz-Filipe, Alexandre Estrela, João Grama, Victor Jorge, José Loureiro, Maria Lusitano, Mariana Marote, Jorge Martins, Noronha da Costa, João Queiroz, Martim Ramos, Sandra Rocha, Julião Sarmento, Miguel Soares, Susanne S. D. Themlitz, Pedro Vaz e Valter Vinagre.

SILÓQUIOS E SOLILÓQUIOS SOBRE A MORTE, A VIDA E OUTROS INTERLÚDIOS

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Este projeto de Edgar Martins mistura fotografias tiradas pelo artista no Instituto de Medicina Legal de Lisboa com negativos do espólio do IML (provas forenses, nomeadamente de objectos e de armas usados em crimes e suicídios, mas também de locais de crime, máscaras fúnebres, balas, cartas de suicidas e de atividades inerentes ao trabalho do médico-legista), bem como outras fotografias tiradas por Edgar Martins agora e do seu arquivo, que servem de contraponto visual às restantes.

Texto: Gonçalo Mira
Fotografia: Alexandre Murtinheira