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O folk de Few Fingers

Foi na Louie Louie que estivemos à conversa com Nuno Rancho, guitarrista há 13 anos e um dos membros de Few Fingers, o projeto musical com André Pereira. Lançaram recentemente o álbum Burning Hands inspirado no estilo folk, e a Magnética quis saber mais sobre ele.



Música by Enchufada .Castro – ‘Bam Bam’


Antes de mais, como surgiu a sua paixão pela música?

Eu canto desde que me lembro (risos). Sempre gostei de cantar lá por casa, já ouvia os meus pais a cantar também, então esta minha paixão pela música vem de muito cedo, desde muito pequeno. Depois com a ajuda do meu irmão mais velho comecei a ouvir outras coisas, outro tipo de música, mais rock, e comecei a gostar ainda mais de música e de toda esta área. Foi então que tive a minha primeira guitarra e aprendi a tocá-la para me acompanhar a cantar. E foi surgindo assim aos poucos o meu percurso musical.


Como surgiu a oportunidade de se juntar ao André Pereira e começarem a tocar juntos?

Eu já conheço o André há cerca de 15 anos. Ele tocou comigo na minha primeira banda, na altura era baterista, e depois disso ainda tivemos outro projeto que foram os “Team Maria” e depois disso surgiu a oportunidade de eu gravar um tema para a compilação Leiria Calling e pedi ajuda ao André, ainda sem saber que iriamos ter uma banda. Ele ajudou-me na gravação desse inédito e no fim percebemos que tínhamos ali qualquer coisa, uma sonoridade diferente e que poderia resultar num álbum com mais canções, seguindo a mesma linha melódica.


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Como descreve a vossa música?

Eu diria que são canções simples, despretensiosas, numa onda folk principalmente, com outros registos à mistura, muito influenciadas pela sonoridade da lap steel guitar, que é um instrumento que acompanha o álbum todo. Esta é a linha condutora dos Few Fingers, tentando soar a folk.


Fale-nos um pouco sobre o álbum Burning Hands.

Este é um álbum de onde podemos esperar uma viagem tranquila, com sonoridades tranquilas. Espero que as pessoas quando ouvirem o álbum consigam sentir aquilo que lá está e o que estamos a tentar transmitir.


Existe alguma referência musical ou algum ídolo que o inspire na vossa música?

Pessoalmente, inspiramo-nos um pouco nas sonoridades folk do Neil Young ou das composições do Ryan Adams. Tentamos ir buscar o estilo americano deste tipo de música e bandas.


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Fora do mundo da música, quem é o Nuno e quais os seus hobbies?

Eu só sei fazer música! (risos) Vivo da música, sou músico profissional, e para além das músicas que originei, tenho também que me sujeitar a tocar covers em bares e fazer as minhas versões através da música de outras pessoas, para poder pagar a renda! (risos)
Gosto de música, e compor música. Não existe mais nada que eu faça para além disso, na verdade.


Se pudesse criar uma música com qualquer artista do mundo, quem seria?

Father John Misty. Ando a ouvir o seu segundo álbum, e gosto tanto como do primeiro, por isso seria essa a minha escolha. Acho uma personagem interessante, com boas composições e com bom sentido de humor.


Vejam o wordplay com o artista:





Entrevista: Ana Suzel
Fotografia e Vídeo: Beatriz Pereira