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O caderno OVERBLACK de Ana Vieira

Ana Vieira foi a grande vencedora do desafio OVERBLACK. Promovido pelo Departamento e patrocionado pela Staples, consistiu na apresentação de propostas criativas com vista à reinvenção do icónico caderno de capa preta. Dos 27 projetos recebidos, a ilustração de Ana Vieira foi a selecionada pelo  júri, que sustentou a sua decisão no conceito explorado que assenta no pressuposto de que todas as ideias nascem, em primeiro lugar, no coração. A capa desenvolvida não será, para já, revelada, mas mostramos alguns trabalhos da artista que entrevistámos.


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Qual a tua ligação com a área da ilustração? Fala-nos um pouco do teu percurso.

Sempre tive, desde pequena, um fascínio pelo mundo artístico. Com o passar dos anos, fui amadurecendo o gosto por desenhar e experimentar diferentes meios e materiais, e só mais tarde, na faculdade, é que comecei a ver a ilustração não só como um prazer, mas também como uma possível profissão. Ainda hoje continuo a considerar incrível a possibilidade de transmitir ideias e conceitos visualmente, através da ilustração.

Como descreves os teus trabalhos? O que tencionas transmitir com cada ilustração que fazes?

Seja um trabalho mais pessoal, ou não, cada ilustração transporta uma parte de mim. Gosto de pensar os meus trabalhos tem a sua própria identidade, e que cada um fala por si. A minha intenção é, acima de tudo, fazer ilustrações honestas na sua simplicidade.


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Foste a vencedora do OVERBLACK. Fala-nos sobre o trabalho apresentado e o teu processo de criação.

Considero um caderno uma pequena incubadora de ideias, seja a nível artístico ou intelectual, e acredito que a inspiração para essas ideias nasce no coração. Aquilo em que te inspiras, o que te move, ajuda as ideias a florescer. Escolhi também uma frase que serve de complemento a este conceito, uma vez que simboliza o batimento cardíaco: “I am, I am, I am.” do livro The Bell Jar, da Sylvia Plath.

O que pensas deste tipo de iniciativas que promovem a criatividade? 

Iniciativas como esta são sempre bem-vindas. São desafios que podem servir como meio de exposição do trabalho dos artistas, e isso é óptimo. Nunca é demais promover a criatividade.


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Quando eras mais nova, o que costumavas fazer aos teus cadernos de capa preta? Como os personalizavas?

Nunca fiz nada particularmente original. O que fazia era, praticamente, decorá-los com frases de músicas, poemas ou rabiscos, com caneta branca.


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Entrevista: Ana Suzel
Fotografia: Direitos reservados