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O alquimista Nicolas Jaar

“Já não penso nas mesmas coisas que pensava antes. Estou num lugar diferente. Agora, interessa-me muito mais o mundo de fora do que o meu mundo emocional.” A frase é de Nicolas Jaar, um dos maiores talentos da música eletrónica atual, e serve de preâmbulo ao seu novo álbum, “Sirens”, lançado no final de setembro. Editado pela Other People, editora que fundou em 2013 e dirige desde então, o novo disco segue-se a “Space is Only Noise”, LP com que se estreou em 2011, e que o confirmou junto do grande público como um dos jovens mais interessantes, e a não perder de vista, da nova geração eletrónica.

Pelo meio, Nicolas Jaar assinou um projeto conjunto com o multi-instrumentalista David Harrington, seu amigo de longa data, produziu uma banda sonora alternativa para um filme de 1969 realizado por Sergei Parajanov, “The Colour Of Pomegranates”, lançou a série de EPs “Nymphs”, entre 2013 e 2015, e compôs a banda sonora, desta vez oficial, do filme “Dheepan”, do francês Jacques Audiard, que venceu a Palma de Ouro em Cannes, em 2015.

Pensado como um projeto político sobre o “contexto” em que Nicolas Jaar cresceu e viveu, com referências ao Chile, terra do seu pai (para onde emigrou, com a mãe, aos três anos, depois de os pais se terem divorciado), e Nova Iorque, território da adolescência e onde vive atualmente, “Sirens” é, ao mesmo tempo, um álbum pessoal, que lhe saiu das mais profundas entranhas, onde a eletrónica convive maravilhosamente com o drum’n’bass, a soul, o doo-wop e até o reggaeton.

Texto: Magnética Magazine
Fotografia: Direitos Reservados

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