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Museu de Arte Popular reabre em Lisboa

Depois de ter estado fechado durante quase dois anos, o Museu de Arte Popular (MAP), em Belém, reabriu na quarta-feira desta semana, 14 de dezembro. Foi inagurada a exposição “Da Fotografia ao Azulejo”, que apresenta uma “perspetiva inovadora sobre o azulejo” e “tem uma importância científica muito grande”, disse Paulo Costa, diretor do museu, em declarações ao jornal Observador.

Comissariada pelo antropólogo espanhol José Luis Mingote Calderón, do Museu Nacional de Antropologia de Madrid, esta exposição irá manter-se até 1 de outubro de 2017. Foi exibida pela primeira vez há um ano, no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, e entretanto passou por Espanha: Museu Etnográfico de Leão e Museu Nacional de Antropologia de Madrid.

O MAP começou por ser um dos pavilhões da Exposição do Mundo Português de 1940, com projeto da autoria dos arquitetos António Veloso Reis Camelo e João Simões. Em 1948, abriu como museu, tendo sido reformulado pelo arquiteto Jorge Segurado e pelo etnógrafo Francisco Martins Lage, com o objetivo de recriar no interior as várias regiões de Portugal.

No total, são seis salas de exposição permanente, designadas pelo nome das antiga províncias: Trás-os-Montes, Entre Douro e Minho, Beiras, Estremadura, Alentejo e Algarve. Esta quarta-feira reabriram duas, Minho e Trás-os-Montes, além de um pátio interior.

Sabe-se que em breve será inaugurada outra exposição, mas ainda não foram adiantados detalhes. O MAP sofreu obras de requalificação em 2010, quando se encontrava em “estado de degradação avançado”, segundo o seu diretor. Desde 2012 está sob a alçada do Museu de Etnologia.