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ModaLisboa Curiouser FW15, dia 1

Mais uma ModaLisboa começa, este ano mais curiosa que nunca! Sob o lema “Curiouser”, promete despertar a curiosidade, neste que é dos mais importantes eventos da Moda nacional.

SANGUE NOVO

Inês Duvale dá o pontapé de partida na plataforma Sangue Novo, onde a nova geração de designers expõe o seu trabalho e a sua visão sobre o futuro da Moda.
A sua colecção DREAMERS , de menswear, é marcada pela forte mensagem “Books, not Guns”/”Culture, not Violence” e pelo uso de diferentes texturas e estampas sobre pêlo.

Cristina Real apresenta MINERALIS, uma colecção inspirada nas rochas e nos minerais traduzida para peças muito ricas em texturas, com contrastes fortes entre o brilho e o mate, materiais nobres e aplicações douradas que preenchiam casacos e vestidos.

 

BANDA, de Tiago Loureiro e Alóisio Rodrigues, regressa com LIXAS-ME OS DISCOS, onde padrões vibrantes e cheios de vida co-habitam com um sóbrio matelassê bordô e couro de um negro intenso. Uma colecção para sobreviver na selva urbana e um mix das duas mentes criativas por detrás do projecto.

 

DUARTE traz-nos ANIMAN, uma colecção onde é explorada a relação da Natureza/Tecnologia, criando peças com silhuetas clássicas em materiais inesperados. A mistura de texturas e a qualidade dos materiais alia-se à dualidade entre o clássico e o futurista.

 

David Catalán inicia-se nesta Moda Lisboa com uma colecção em tons rosa e vermelho com imprevisíveis apontamentos metalizados, quebrando a linha tão feminina e naïve. Fechos são distribuidos pelas peças, em mangas e bainhas, tornando-as mais funcionais e versáteis.

 

Patrick de Pádua foi o grande vencedor da noite, assegurando, assim, um lugar na passerelle do FashionClash. A sua colecção PROMISES, prometeu e cumpriu. Seguindo a sua estética urbana, trouxe peças que rapidamente se podem incluir na wishlist de qualquer um. O bomber clássico, e todas as suas possibilidades desconstruídas, criou silhuetas fortes que, em conformidade com a música e com o styling, personificou o ultimate urban guy. A sobreposição de peças e a introdução do seu logo tornaram esta colecção coesa e muito actual.

 

M HKA, de Alexandre Pereira e Felícia Macedo, revelou-se a mais irreverente do dia. Inspirados nos anos 90, altura da sua infância, criaram peças com proporções inesperadas e padrões remetendo para os desenhos animados que viam na época.
Folhos, pied poule em cores garridas e pêlo colorido reflectem o lado infantil da colecção.

 

Patrícia da Costa fez a sua colecçao PPDC desfilar ao som de música clássica, numa colecção com influências do universo de vestuário masculino.
Uma silhueta forte e fortes elementos gráficos ocupam peças femininas e elegantes.
Nunca o fato clássico foi tão feminino.

 

Tânia Fonseca inspirou-se nas origens do skateboard, quando homens de fato desciam as ruas nas suas pranchas de madeira, para a sua colecção TAILORDROP.
Dando um grande ênfase aos casacos e aos tons citadinos cinzento e amarelo (dos famosos taxis nova-iorquinos) criou uma linha onde o clássico e o desportivo se cruzam.

 

Rubén Damásio fechou o Sangue Novo com MIST, uma colecção que reflecte este acontecimento atmosférico tão característico das grandes cidades, onde a poluição e o fumo cinzento predominam.

MIST é um misto entre peças clássicas e sóbrias de fazenda de lã e algodão e o streetwear para um look actual e maduro.

 

RICARDO ANDREZ traz-nos TALL, onde a descontrução de peças, tão própria de Andrez, brilhou. Camisas clássicas foram acompanhadas de saias longas e amplas e transparências de malhas numa colecção muito completa e coesa.

 

Na plataforma LAB, Olga Noronha dá-nos uma aula de modelagem, trazendo modelos em roupas nude e Justas marcadas que, ao cortar, revelam as suas peças. Olga traz-nos jóias para vestir, com uma abordagem conceptual e influências do seu passado na criação de próteses. Peças revestidas em brilhantes azuis e vermelhos vão, aos poucos, ilustrando o sistema sanguíneo ao som de “A Perfect Lie”de Engine Room, música popularizada pela célebre série televisiva sobre cirurgia plástica.

 

Catarina Oliveira, com BALANCE, apresenta uma reflexão sobre o conflito entre a emoção e a razão. Peças desconstruídas e misturadas foram o grande destaque, assim como a mistura de metalizados com cores sólidas e o uso de fechos em locais inesperados.

 

 

A fechar Sexta-feira, Dino Alves apresentou SALVÉ A COR! Perante uma plateia de negro, como fora pedido. Com música fúnebre a abrir a cerimónia, peças com encaixes semelhantes a xailes, em look preto integral, acabamentos desfiados e peças em tricot aplicadas em peças de tecido desfilaram reflectindo a sua influência nas mulheres portuguesas em luto, e na sua consequente posição social.

Gradualmente, a cor renasce e toma de assalto a colecção, finalizando o desfile (e o dia) em tons de rosa, amarelo, azul e verde-garrafa.