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Liquid Skin: Apichatpong e Sapinho

É possível ver, até 24 de abril, no MAAT, a exposição “Liquid Skin” que junta Apichatpong Weerasethakul e Joaquim Sapinho no mesmo espaço do Museu da Eletricidade.
Com o objetivo de estreitar a relação entre artes plásticas e cinema, esta é uma expoisção que esbate as linhas: artistas que fazem filmes, cineastas que fazem exposições, filmes que são instalações, imagens que são esculturas.

Os filmes de Apichatpong Weerasethakul — Blissfully Yours, O Tio Boonmee, que se Lembra das Suas Vidas Anteriores (Palma de Ouro 2010, Cannes), Cemitério do esplendor — e de Joaquim Sapinho — Corte de Cabelo, Mulher Polícia ou Deste Lado da Ressurreição — sempre foram obras com momentos únicos que ajudaram a redesenhar a paisagem visual de hoje.
O ponto de partida de “Liquid Skin” é o próprio espaço da Sala das Caldeiras, marcado por uma relação excecional entre interior e exterior, já que o museu é inseparável da visão exterior do rio e da luz de Lisboa. Estes dois autores juntam-se sob o signo da luz, porque é ela que desenha o espaço e que permite a existência de imagens, incluindo as das coisas que não se podem ver.

Texto: Magnética Magazine
Imagem: Direitos Reservados