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“Farpões Baldios” no topo das curtas de Vila do Conde

Depois de João Nicolau, Jorge Quintela e Filipa César, o festival de curtas de Vila do Conde voltou a premiar um cineasta português. Marta Mateus trouxe ao certame “Farpões Baldios”, um trabalho fabulista sobre o Alentejo rural, que lhe valeu a mais alta distinção da competição.

O filme, segundo um breve comentário assinado em conjunto pelo júri, “revifica uma linhagem de obras onde a infância desbloqueia os sofrimentos, os erros e as virtualidades do passado, tradição que devemos, entre outros, a Manoel de Oliveira, a António Reis e Margarida Cordeiro, e a Teresa Vilaverde.”

Nas distinções reservadas a portugueses, João Pedro Rodrigues arrecadou o prémio com o auto-retrato “Où en Êtes-Vous, João Pedro Rodrigues?”, encomenda do Centro Pompidou, “um filme que brilhantemente se debate com o auto-retrato da humanidade por ela própria (…), ao mesmo tempo que desloca os princípios da auto-biografia.

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Também Gabriel Abrantes acabou galardoado com o prémio de melhor realizador português pelo filme “Os Humores Artificiais”.

Nas restantes categorias, destaque para o filme de animação “My Burden” de Niki Lindroth Von Bahr, da Suécia, para o documentário “O Peixe” de Jonathas de Andrade (Brasil) e a ficção “Les Îles” de Yann González.

“Revolting Rhymes, Part One” de Jakob Schuhe e Jan Lachauer (Reino Unido) foi o vencedor do prémio Curtinhas, atribuído por crianças dos 7 aos 13. “From Source to Poem”, de Rosa Barba (Alemanha), e “Old Habits” – Minta & the Brook Trout, de João Nicolau, venceram as secções experimental e de telediscos, respectivamente. O prémio “Prize”, em serviços de pós-produção, foi para Ricardo Pinto de Magalhães, com “Delphine Aprisionada”.

Texto: Magnética Magazine
Fotografia: Curtas Vila do Conde