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Elsinore volta a editar obra de J. G. Ballard

Depois de Arranha-Céus (1975) e de Crash (1973), a Elsinore volta a traduzir uma obra de J. G. Ballard. Em Reino do Amanhã (Kingdom Come, 2006), último romance do escritor inglês, um homem armado abre fogo sobre os clientes do Metro-Centre, nas imediações do aeroporto de Heathrow. Uma das vítimas é o pai de Richard Pearson, um executivo ligado à publicidade recém-desempregado. O principal suspeito é libertado pouco tempo depois, sem qualquer acusação.

Richard, ao tentar perceber o que aconteceu, depara-se com um mundo “neofascista onde os motins são frequentes, as comunidades imigrantes são atacadas por hooligans e os acontecimentos desportivos se transformam em comícios políticos chauvinistas, conhecendo a verdadeira cúpula do Metro-Centre, que, acima de toda a cidade, controla a população como se transformada no olho de um todo-poderoso deus urbano”, lê-se na sinopse do livro, que já se encontra à venda nas livrarias.

Descrito como uma “investida distópica e arrepiante”, Reino do Amanhã resulta do esforço de J. G. Ballard de forçar a sociedade moderna a olhar-se ao espelho, “mostrando-lhe o rosto das forças mais perversas que atuam sob o brilho do consumismo e do patriotismo arreigado”.

Texto: Magnética Magazine
Imagem: Direitos Reservados