794 Visualizações |  Gosto

BOLD CREATIVE FESTIVAL – DAY 4

O último dia da primeira edição do BOLD Creative Festival (29 de abril) teve início com a atuação da banda Lotus Fever, que tocou temas do álbum “Searching for meaning”, no âmbito da programação desenhada pela Sofar – Songs from a Room para animar os quatro dias de festival. A apresentação do evento esteve a cargo de Fernando Mendes que, de seguida, passou a palavra ao reitor do IADE-U, Carlos Duarte, para a entrega de um dos prémios associado à BOLD Award Session. André Beato, designer gráfico e ilustrador, e antigo aluno da instituição, foi homenageado com o Ultra BOLD Award pela excelência e solidez da sua carreira, de abrangência internacional, construída sobretudo em torno do design – com destaque para a tipografia – mas também de outras áreas como a fotografia, a cultura visual no seu todo, e até mesmo o marketing. No seu discurso de agradecimento, Beato destacou a honra de receber o prémio na sua primeira edição, tendo afirmado que “tem muito valor estar a ser premiado pela faculdade que me formou”.
Ana Sofia Vinhas, diretora de marca da EDP, subiu ao palco para a entrega do outro BOLD Award, o LIGHT UP YOUR TALENT, que distinguiu, “pela criatividade, energia e inovação”, a equipa constituída pelos alunos Miguel Santos (Design), João Cortes (Design), Miguel Neves (Design), Diana Marques (Marketing e Publicidade) e Francisco Craveiro Santos (Fotografia e Cultura Visual) que – com tutoria da professora Sónia André – desenvolveu uma campanha publicitária para a EDP baseada no conceito “Aos 40 com a energia dos 20”.
Seguiu-se o ULTRA BOLD SHOWCASE que juntou André Beato e Bruno Pereira (diretor artístico do BOLD e responsável pelo Departamento) numa conversa informal sobre o percurso do primeiro. A apresentação, acompanhada pela exibição de imagens, permitiu traçar um perfil profissional, mas também pessoal, de Beato que partilhou algumas curiosidades com a assistência, como a sua primeira memória gráfica: uma imagem do Luky Luke que, quando tinha cerca de seis anos, descobriu em pacotes de leite com chocolate num supermercado; da juventude lembrou a sua ligação ao grafiti. André Beato concluiu a licenciatura em 2007 e uma das suas maiores influências foi, sem dúvida, o seu pai, Luís Beato, também ele designer. Quando terminou a universidade fez Erasmus em Londres e, desde então, reside na cidade que lhe proporciona muitas oportunidades, mantendo-se freelancer e sendo agenciado pela YCN (Reino Unido), Début Art (EUA) e Pell Mell (França). Do início do seu percurso destaca o envolvimento na criação da marca de merchandising Lisbon Lovers e a importância que a plataforma Béhance teve no lançamento da sua carreira.
Tendo trabalhado para a Nike, Carhartt, Esquire e Penguin (entre outras), se tivesse oportunidade gostava de trabalhar com a Disney e, no âmbito nacional, com a Bordalo Pinheiro. Individualmente Stevie Wonder e Kendrick Lamar seriam desafios que não hesitaria em aceitar. O seu maior desejo é, sem dúvida, “continuar a ter entusiasmo no trabalho”, o que mais adora é não se prender a nenhum estilo. Um entusiasmo que contagiou a plateia. A atuação musical dos Whales encerrou o evento. Nós, na Magnética, aguardamos que para o ano haja mais BOLD. Vejam, entretanto, o vídeo do último dia do festival com entrevistas aos protagonistas:





IMG_2206


IMG_2368


IMG_2384


IMG_2270


IMG_2210


IMG_2363


IMG_2495


IMG_2207


Texto: Cristina Campos
Fotografia e vídeo: Alexandre Murtinheira