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A surpresa de “Big Little Lies”

Big Little Lies começou por ser um romance escrito pela autora australiana Liane Moriarty, em 2014, sobre Jane, Madeline e Celeste, mas não só. Este tomo foi bem recebido, em geral, pelos críticos literários, que celebraram a mistura de humor e questões mais sérias, como violação e violência doméstica.

Em Fevereiro de 2017, estreou uma adaptação produzida pela HBO, em formato mini-série, criada por David E. Kelley (Ally McBeal, Boston Legal). A série – produzida por Reese Witherspoon e Nicole Kidman – é constituída por 7 episódios, todos realizados por Jean-Marc Vallée (Dallas Buyers Club, Wild), com Reese Witherspoon como Madeline Martha Mackenzie, Nicole kidman como Celeste Wright, Shailene Woodley como Jane Chapman, Zoë Kravitz como Bonie Carlson e Laura Dern como Renata Klein.

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Para além de maravilhosas vistas à volta de Monterey, Califórnia, onde a série se passa, bem perto do mar, há muito mais que encanta em Big Little Lies. Não se deixem desanimar por críticas que pretendem descrever esta história como mera “novela” ou “vidas de mulheres brancas e ricas” como se as vidas interiores de mulheres não tivessem o mesmo interesse do que as vidas interiores masculinas das grandes série da “Golden Age of Television“. Big Little Lies trata com decência e empatia histórias que não costumam ser contadas desta forma. E não falo só de “hot-button issues” também de algo delicada que não costuma ser representada na televisão (ou mesmo no cinema): a amizade feminina.

Texto: Ana Cabral Martins
Imagens: Direitos Reservados