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A Apócrifa deu à luz uma antologia

Depois de uma quarta edição publicada por ocasião do centenário da revista Orpheu e de um quinto número com prefácio de Manuel Gusmão e ilustrações de Adriana Santos, a revista Apócrifa regressou recentemente com um número antológico intitulado “Apócrifa Antologia – Projecto Literário em Curso” e com prefácio assinado pelo crítico literário, ensaísta e tradutor João Barrento.

A antologia reúne textos já publicados em edições anteriores da revista, assinados por António Albata, André Alves, André Tavares Marçal, Beatriz de Almeida Rodrigues, Elsa Oliveira, João Vicente, José Pedro Veiga, Marco Galrito, Marta Esteves, Tito (Rodrigo Abecasis), Tristan a. Guimet (Kévin Antoine Guimet Carter), Vasco Macedo e Xavier Lopes. Trata-se, escreveu Nuno Costa Santos no jornal Observador, de uma antologia que, “não representando um movimento literário, esboça uma direção em sentido diverso mas tão necessário como a dos ‘Poetas Sem Qualidades’ de há uns anos”, com poemas que “fazem o leitor imaginar a sua leitura pública e a sua performance, à conta da torrência ou magoada ou feroz”.

A Apócrifa surgiu em 2014, altura em que Vasco Macedo, então aluno da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH-UNL), começou a organizar sessões de leitura de poesia em sua casa. Numa entrevista recente ao jornal i, Vasco conta que “convidava pessoas com quem achava que seria interessante ler em conjunto”. Foi nessas reuniões que ele se apercebeu de que “havia alguma forma de cumplicidade” entre as pessoas ali reunidas, que partilhavam “algumas referências comuns” e que tinham “algumas afinidades”. A ideia de criar uma revista para “abrir espaço para um outro tipo de poesia em Portugal” começou a ganhar forma e no início de 2014 apresentavam, então, o primeiro número da Apócrifa na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa.

A revista é atualmente apoiada pela Casa Fernando Pessoa, pela Fundação Cupertino de Miranda, pela AEFCSH – UNL, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – FCSH NOVA, pelo Centro Nacional de Cultura e pela Livraria Poetria.

Texto: Magnética Magazine
Imagem: Direitos Reservados