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12 filmes e 12 debates no Nimas para falar sobre Género e Identidade

O cinema Nimas, em Lisboa, foi o espaço escolhido para debater uma série de temas ligados ao Género e Identidade, a partir da exibição de 12 filmes, entre eles Minha Mãe, de Christophe Hononé, Wanda, de Barbara Loden, O Diabo é uma Mulher, de Josen von Sternberg, e Uma Mulher Para Dois, de Ernst Lubitsch.

O novo ciclo, com curadoria de Bruno Marques, Luís Mendonça, Mariana Gaspar e Sabrina D. Marques, tem início a 15 de fevereiro, com a exibição de A Academia das Musas (2005), o mais recente filme do realizador espanhol José Luis Guerin, no “primeiro capítulo” do ciclo, (Re)definições do feminino, e termina a 19 de julho, com a exibição de Uma Nova Amiga (2014), de François Ozon, que conta a história de Claire, mulher profundamente deprimida pela morte de Laura, sua melhor amiga, que irá sobreviver ao luto após uma descoberta sobre o marido da amiga falecida. O filme adapta ao grande ecrã o conto homónimo da escrita inglesa Ruth Rendell (1930-2015).

As obras escolhidas “funcionam como exemplos transgressores em relação aos códigos e costumes dominantes nas suas épocas”, lê-se na nota enviada à comunicação social. A programação inclui ainda O Círculo, de Jafar Panahi (12 de abril), Martha, de Rainer Werner Fassbinder (26 de abril) e Quando uma Mulher Sobe as Escadas, de Mikio Naruse (7 de junho), no “terceiro capítulo” deste ciclo, Women Power.

Após a projeção dos filmes, que serão exibidos em sessões quinzenais, sempre à quarta-feira, às 19h00, terá lugar um debate com investigadores e críticos de Cinema, especialistas em Estudos de Género, escritores, artistas e outros. Clara Rowland, Professora Associada no Departamento de Estudos Portugueses da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, com trabalho desenvolvido nas áreas da Literatura Brasileira, Literatura Comparada e Estudos Interartes, e Elisabete Marques, doutorada pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com uma dissertação sobre Maurice Blanchot e Samuel Beckett, e autora do livro “Cisco” (poesia), editado pela Mariposa Azual, são algumas das presenças confirmadas para os debates.

O cinema, lê-se ainda na nota de imprensa, “tem permitido aflorar tópicos tão sensíveis como o questionamento dos padrões da ‘normalidade’, dramatizando conflitos e dilemas existenciais afetos aos difíceis processos de construção e reinvenção da identidade e trazendo para o centro do debate os temas da censura, da proibição e do tabu em íntima correlação com os do preconceito, poder, hierarquia, sexismo, exploração e repressão sexual”. É a partir destas “coordenadas” que se constitui o programa deste ciclo, que se trata de uma iniciativa da Leopardo Filmes, da Medeia Filmes e do Instituto de História da Arte da FCSH/NOVA. Consulte a programação completa AQUI e o spot publicitário AQUI.

Texto: Helena Bento
Fotografia: Direitos Reservados

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